Qualidade de vida: a musicoterapia na Casa de Repouso - Santos Kosei Home

25/11/2019

A Casa de Reabilitação Social, hoje denominada Casa de Repouso – Santos Kosei Home, foi fundada em 1º de abril de 1971 na rua Pirapitingui, no bairro da Liberdade, e foi um projeto pioneiro da Enkyo em relação ao atendimento à idosos como uma instituição de longa permanência. Hoje, a sua estrutura física é de 5 andares e está situada no bairro de Vila Nova, na cidade de Santos.

Com o objetivo de proporcionar aos seus residentes uma moradia confortável e digna, a Casa conta com uma equipe multidisciplinar para auxiliar na melhoria de seu bem-estar físico e mental e um destes profissionais é a Professora Mitsuca Miyashita, voluntária das aulas de musicoterapia.

Apresentada à metodologia há cerca de 13 anos, a voluntária conta que aprendeu com a mestre Momiji Takao por diversos meses, juntamente com uma equipe, sobre como conduzir uma sessão de musicoterapia e a pedido da matriz, no Japão, realizou um estágio no país por dois meses. “Profissionalmente eu sou farmacêutica-bioquímica e formada em piano, o que me permite entender como o corpo e a mente funcionam quando ativados com a música e o movimento. Já regi coral e hoje continuo dando minhas aulas de música e também trabalho com crianças.”, afirma.

A musicoterapia é a utilização da música e de todos os seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia) no tratamento individual ou em grupo. Segundo a Professora Mitsuca Miyashita, a sua metodologia está baseada no método Akaboshi, criado pelo Professor Takehiko Akaboshi, cujo enfoque é ativo e explora a participação efetiva das pessoas envolvidas, convidando-as a participarem através do som, do canto e da utilização de instrumentos musicais.

“As sessões de musicoterapia são muito bem elaboradas. As atividades com músicas, não só cantando, mas a movimentação dentro do ritmo promove a ativação da mente e do corpo. Não são movimentos bruscos, nem podemos exigir mais do que o corpo pode. O importante é a participação e o trabalho com o lado social. É permitido parar e as vezes até cochilar. Respeitamos cada indivíduo e o importante é estarmos todos juntos numa atividade agradável.”, diz Mitsuca.

A voluntária comentou também que as músicas escolhidas podem ser tanto referentes às estações do ano, às festividades da época ou sobre as lembranças da infância, juventude, vida adulta ou simplesmente por gostarem de determinada música e que o resultado do trabalho é visto e retribuído através de sorrisos. “A musicoterapia é gratificante para eles e para mim, com certeza. As pessoas novas que entram, a princípio com receio, e depois de um breve tempo estão com os olhos brilhantes e bastante atentos, participando ativamente dentro de suas condições. O resultado é espetacular! Vejo sorrisos, a participação, a amizade e tudo de positivo, sem nenhum esforço excessivo. Não se exige nada. Cada qual faz o movimento que lhe permite. O importante que eu vejo e recebo são os sorrisos e a gratidão. Eu me sinto privilegiada por estar cercadas de pessoas e poder continuar com a musicoterapia.”, celebra a voluntária.

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